27 de agosto de 2011

Parece estar quente lá fora. Daqui eu apenas sinto o frio das grades e o sussurrar das vozes enjauladas. Ouço o som de dedos digitando palavras, construindo paredes. Além do concreto eu imagino as paisagens bucólicas, as estradas desertas e acima do teto eu imagino o entardecer calmo do dia. Observo as cadeiras, os computadores, as mesas, as pessoas de plástico e suas cabeças vazias. E cá estamos, enfileirados: vidas de areia, dias ensolarados, pensamentos distantes e os meus dedos gelados, construindo sem pressa um castelo de letras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário