Como um ano passa rápido. Parece que durante este tempo eu nem existi. Mas eu estava aqui, vez ou outra me submetendo às minhas periódicas sessões de auto-flagelamento. Sinceramente, já não sobra quase nada. Eu pensava que tinha um plano para a vida mas a verdade é que eu fui ruim em quase tudo o que importa. Minha vida foi uma soma quase impossível de erros. Eu devia só ter tentado menos. Quando jovem, eu não devia ter fingido que tinha certeza de tudo, na verdade eu estava perdido. Eu devia ter almejado menos, visto menos, sonhado menos... talvez assim também tivesse errado menos. A verdade é que o tempo foi embora e não ficou orgulho de quem eu era. A minha maldição é essa porcaria de relógio sentimental quebrado que me martela até o ponto de eu não aguentar mais. Eu só sigo. Advinha? Novamente, errado.
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