26 de setembro de 2022

Trovões ecoam
e o frio cavalga
uma brisa constante


Silêncios perguntam
e respostas invadem
meu eu vacilante

A inércia do tempo
afoga o que tenho
de mais bom valor

O céu de poeira
que esconde as estrelas
me induz ao pavor

Raios reluzem
e clareiam as nuvens
que vestem tormento

As sombras que vejo
parecem um demônio
de rosto agourento

Pressinto só dor
mas noto e me perco
na chuva tão fria

Me sinto sozinho
e imploro pra noite:
não me deixe ainda




Presságio, escrito por mim em 2012.
Tenho revisitado os antigos poemas.

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