Trovões ecoam
e o frio cavalga
uma brisa constante
Silêncios perguntam
e respostas invadem
meu eu vacilante
A inércia do tempo
afoga o que tenho
de mais bom valor
O céu de poeira
que esconde as estrelas
me induz ao pavor
Raios reluzem
e clareiam as nuvens
que vestem tormento
As sombras que vejo
parecem um demônio
de rosto agourento
Pressinto só dor
mas noto e me perco
na chuva tão fria
na chuva tão fria
Me sinto sozinho
e imploro pra noite:
não me deixe ainda
Presságio, escrito por mim em 2012.
Presságio, escrito por mim em 2012.
Tenho revisitado os antigos poemas.
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